sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Sinto falta...

" Sinto falta do abraço apertado.
Da noite de lua cheia à beira do mar.
De onda batendo, de mar sussurrando.
De cheiro de mato, de beijo na boca.
De ouvir palavras de amor.
De papo furado, jogado ao vento.

Sinto falta de apressar o tempo para esperar a noite.
De andar de mãos dadas, contando segredos, de olhares, palavras, detalhes...
De alguém que sussurre nos meus ouvidos,
as palavras que desejo ouvir.

Sinto falta de imaginar encontros.
De sonhar que alguém pensa em mim.
Sinto falta da cumplicidade,
daquela "conversa de olhar"...
Sinto falta de coração apertado, da proximidade do encontro.
Do brilho no olho, da vontade do riso.
Da vida sem farsa, sem choro na cama. "

domingo, 7 de novembro de 2010

O problema é a saudade...

O meu problema, meu bem, é a saudade. Eu sei que já estamos cansados de falar de saudade; mas é isso. Não há nada mais para explicar. Eu sinto saudade. E às vezes eu acho que sou só isso. Que toda aquela confusão de sentimentos já acabou; que tudo ficou frio,inerte, limpo, resumido a uma coisa só: saudade. Eu sinto saudades de tudo, sinto saudades de qualquer coisa, sinto saudades do gosto de ser feliz, sinto saudades do que não vivi. Me disseram que isso é um comum, mas é a verdade. E eu continuo me perguntando: como é que alguém pode viver sentindo saudades daquilo que não viveu? Eu não tenho uma resposta. Eu gostaria de ter, gostaria muito de ter, mas não tenho. Só sei que isso é possível porque eu estou aqui. Ou pelo menos acredito que estou. Saudade é algo tão pequeno, tão mesquinho; deve ser por isso o eco em meu pensamento, o eco tão comum de lugares vazios, o eco tão comum na solidão. A saudade é só.