terça-feira, 27 de julho de 2010

O despertar

Nada na nossa vida volta...

Essa é uma triste verdade, uma verdade que devemos descobrir sozinhos, alias devemos crescer sozinhos. Crescer, isso realmente dói mas tudo tem seu tempo.


Abra os olhos! Desperte! Você pode ver? É eu também não podia... e as lágrimas vieram, parecendo embaralhar minha visão, só ai as coisas se tornaram claras, a verdade nítida. Tão dolorosa.

E o tempo.... Ah o tempo! Ele passou... e deixou aqui saudades, de coisas que não foram ditas de coisas que não foram vividas... E do que se pode reclamar? Escolhas. Consequências. Sim sim elas foram minhas e vieram sobe medida no fim...
O dourado se perdeu aqui, os sonhos as esperanças também, ficar verde foi uma experiência triste...

Sabe depois de algumas quedas você começa a endurecer e passar a ser durão demais para reconhecer que as feridas doem. Ah que saudade da infância, que saudade daquele dourado, daquele sorriso que nada podia apagar, do medo de escuro e da proteção. Saudade de ao cair sair correndo para o colo de alguém e pedir carinho, de correr no meio da noite e se enfiar no meio da cama por medo dos pesadelos. Que saudade de  não ter vergonha ou medo de dizer eu te amo. 


Eu gostaria que alguém entendesse isso, eu não sou gente grande e não vivi tanto tempo assim... mas o que eu passei... o que eu senti... Odeio desenterrar lembranças, odeio demonstrar as fraquezas, prefiro que elas fiquem em segredo aqui, prefiro fingir que elas não existem... Assim a saudade diminui assim os medos passam... Assim eu finjo viver.

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