quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Caos

A teoria do caos tem se aplicado perfeitamente a mim. De uma hora pra outra tudo saiu do lugar na minha vida e as coisas mais irrelevantes conseguiram mudar tudo ao redor. Sabe quando você está confuso sobre tudo? O que você é? O que você quer? No que você acredita? O que você quer do futuro? O quanto você ainda pode aguentar?
Não existem mais certezas e a cada passo a bola de neve só aumenta. Talvez a saída do caos esteja próxima. Talvez não.
Então nos deixamos levar... 
A vida é mesmo uma coisa fascinante. E essa pode ser a hora errada, as palavras erradas, o lugar errado, mas, o que é certo afinal?
Me disseram essa semana que nada na nossa vida acontece por acaso e que tudo depende das nossas escolhas.
Então fui eu que causei tudo isso. Tenho certeza de que foi. Mas por quê? Realmente não tem uma explicação lógica pra isso. Porque foder com tudo que você mais ama, mais quer? Isso é mesmo muita estupidez.

Tristeza, agonia, impaciência, medo, confusão, caos...

E nada disso faz o mínimo sentido.


Vamos foder todos os miolos então.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Quando a gente ama, ama por inteiro, não só as partes que gosta, é um pacote"

Quem já assistiu "Idas e vindas do amor" deve lembra-se muito bem dessa frase. Ela me fez refletir por um longo tempo e me fez perceber a grande sinceridade que existe nela. Nós gostamos apenas da parte boa das pessoas. Não adianta você achar que é diferente e que não age assim. Quantas vezes você já deixou de ser amigo de alguém ou de sair com uma pessoa, porque simplesmente não gostava de algo nela ou não sabia lidar com aqueles "defeitos"? O que você vê na imagem desse post? Um pontinho preto num fundo branco, certo? É impressionante como o pontinho consegue prender nossa atenção, enquanto o fundo branco é muito maior que ele. Na vida também é assim. Quando alguém que amamos comete um erro, esquecemos todos os bons momentos que passamos com ela e focamos examente no defeito, quando ela tem uma imensidão de qualidades expostas. Sim, ela errou. Mas espere aí, todo ser humano comete erros, inclusive você , certo? Certíssimo. É fácil culpar, é fácil julgar, é fácil condenar... Difícil é imaginar o que aquela pessoa sentiu, o porquê daquela atitude, o que se passa em sua vida. Difícil mesmo é sairmos desse poço de egoísmo e pensarmos um pouco nos sentimentos do próximo. Foque nas qualidades e em tudo de bom que as pessoas têm a nos oferecer. Os defeitos? Bom... Transforme-os, aprenda a lidar com eles. E não deixe que o pontinho preto destrua todo o fundo branco. Aprenda a amar o pacote inteiro.










Créditos Pensamentos Impulsivos.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Franklin

And when we get home, I know we won't be home at all
This place we live, it is not where we belong
And I miss who we were in the town that we could call our own
Going back to get away after everything has changed

Could you remind me of a time when we were so alive
(Everything has changed)
Do you remember that? Do you remember that?
(Everything has changed)
Could you help me push aside all that I have left behind
(Everything has changed)
Do you remember that? Do you remember that?

So we stand here now and no one knows us at all
I won't get used to this
I won't get used to being gone
And going back won't feel the same if we aren't staying
Going back to get away after everything has changed

Could you remind me of a time when we were so alive
(Everything has changed)
Do you remember that? Do you remember that?
(Everything has changed)
Could you help me push aside all that I have left behind
(Everything has changed)
Do you remember that? Do you remember that?

Taking up our time
Taking up our time
Taking up our time
It's taking up our time again
Go back We can't go back at all,
It's taking up our time again
Go back We can't go back at all,
It's taking up our time again
Go back We can't go back at all,
It's taking up our time, taking up our time

Could you remind me of a time when we were so alive
Do you remember that? Do you remember that?

~ Paramore - Franklin ~ 

Wyrd biõ ful aræd!

E então isso era tudo o que tinha para ser dito? Tudo anda desfocado.
 Talvez seja o álcool, talvez seja o vermelho que está por todos os lados.
Comprimidos não são capazes de fazer a dor sumir, nada é na verdade.
Ao poucos vamos matando o que sobrou aqui, o resto de verme que ficou.
Tudo ficá bem, afinal,
o destino é  apenas o destino.

domingo, 13 de março de 2011

Imperfect

Some things are better off forgotten
We bury them in places that we really only visit by ourselves
Oh you were a version like no other
Oh they never tell you what to do when all you see is gone
What's the sense in anything when what they say is wrong?
Oh what do you want to hear?
Do you wanna know how many times
I tore myself apart cuz you're not here?
Oh why do you want to know?
Does it make you feel alive?
I had to die to finally let you go
Stop me... I find myself believing
A story gets rewritten so a blasphemy's permitted once again
Oh and you were so perfectly imperfect
Oh they never tell you what to do when all you have are lies
What's the sense in anything? It's just one more goodbye
Oh what do you want to hear?
Do you wanna know how many times
I tore myself apart cuz you're not here?
Oh why do you want to know?
Does it make you feel alive?
I had to die to finally let you go
Oh what do you want to hear?
Do you wanna know how many times
I tore myself apart cuz you're not here?
Oh why do you want to know?
Does it make you feel alive?
I had to die to finally let you go
Finally let you go
Stone Sour ~

terça-feira, 8 de março de 2011

O nada.

E isso é tudo... o vazio tem de novo o seu lugar. As vezes se torna difícil de lembrar, pensar. E então já é muito tarde, já não a nada a se fazer, erros não podem ser apenas apagados, esquecidos.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

A morte

Uma ansiedade tremenda se inicia, tremores, pressões, uma horrível dor no coração, falta de ar, sufocamento. As vezes é necessário abrir a janela para sentir o ar e  conseguir respirar. Sempre me senti como se fosse morrer, mas não sinto medo de morrer. Talvez eu não sinta medo de morrer porque a morte não me assusta, sempre senti uma certa familiaridade e até mesmo atração por ela, sempre a encarei como algo natural e de certa forma curiosa.
Eu sinto medo de alguma situação, ou de alguma pessoa. Eu não me sinto bem em lugares com muitas pessoas ou pessoas desconhecidas. Tenho medo de gente. Tenho medo de me apegar a pessoas que um dia irão me deixar. Tenho medo do abandono, talvez por ter sentido isso na sua forma mais pura. Mantive sempre uma barreira de proteção contra todos ao meu redor, não que todos sejam ruins, mas eu tenho medo do que as pessoas são capazes de fazer.
Estabilidade. Esta é a palavra de ordem em minha vida. Gosto da rotina, de cada coisa em seu lugar, de coisas previsíveis, aliás sou previsível. Sou uma criança indefesa e medrosa que se manteve por muito tempo sob máscaras. Está ai o motivo de eu ter medo de gente, tenho medo de me familiarizar e tirar essas máscaras que me protegem. Engraçado, sempre que caem trazem com elas o sofrimento, porque o que vive debaixo delas é desprezível demais.
Mas um dia, irremediavelmente, a morte chega até você. O vazio fica, a tristeza, a dor sem fim, o desespero, a sensação de abandono. Talvez essa seja a face cruel da morte. Você sofre, se embola num canto como se tentasse entrar dentro de si mesmo para arrancar a dor de lá mas nada faz com que ela cesse. A morte não te deixa, até que ela tenha certeza que fez um trabalho caprichado. Cruel, trágica e ao mesmo tempo esperançosa.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

E o que eu sinto,

é o tal do amor. Aquele surrado, mal-falado, desacreditado e raro amor, que eu achava que não existia mais. Pois existe. E arrebata, atropela, derruba, o violento surto de felicidade causado pelo simples vislumbre do teu rosto.




Créditos: L.Silveira

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Egoísmo

Egoísta.
Esta é a melhor palavra pra traduzir o que sou. Essa mania infeliz de querer que tudo e todos sejam apenas meus. Tolice minha achar que o mundo gira ao meu redor. Sou apenas mais uma peça desse imenso quebra cabeça, mas me sinto a dona do mundo e da verdade quando o assunto é seu coração.
E eu erro, erro ao esquecer que você está tão desprotegido e carente quanto eu, erro ao esquecer que você é apenas um menino que precisa da sua pequena.
Eu só posso pedir perdão, pelo egoísmo, pela possessão, pelas palavras tão duras que sempre te digo...
Nada em nossas vidas acontece por acaso meu amor, eu sei que essa tempestade vai passar, tudo ficará bem meu lindo...
Eu só te peço que tenha paciência comigo e que me ajude a lutar por nós, pelo nosso amor, que é tão grande que nada nem mesmo a distância é capaz de vencer.
Cuida de mim, eu sou tão pequenininha, preciso muito de você meu anjo assim como você precisa de mim.


Haryalyë Melmenya.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Proposta


Não, hoje eu não quero fazer amor, quero descobrir o amor. Portanto, ao invés de me olhar com ares de desejo, apenas acaricie meus cabelos e me guarde em seus braços fazendo-me ficar em posição de quem sonha. Também não precisa me dizer nada, nem mesmo que meu sorriso te enlouquece e que meus lábios entreabertos te convidam para um beijo. Apenas me deixe sentir sua respiração, tenho certeza de que isso dirá muito mais sobre o que estamos sentindo do que qualquer palavra balbuciada.
Brinque com as minhas mãos, eu gosto disso, e percebo que a nossa intimidade cresce quando brinca com elas. Isso também faz com que me sinta segura, deve ser porque o entrelaçar dos nossos dedos me dão a certeza de que você irá me proteger sempre que eu sentir medo. Então, mande um recado ao Boi-da-cara-preta e à Cuca para que eles não venham, porque hoje você está me embalando. Diga para a noite que não temos pressa, que o tempo não vai existir, pois os ponteiros do relógio pararam exatamente no momento em que descobrimos que o amor se sente e se faz de diversas formas.
Não quero que diga que me ama, palavras às vezes se perdem, mas quero que faça com que eu sinta o seu amor descompassar o meu coração, pois isso será a minha melhor lembrança na tua ausência.  Também não desejo que fale ao despertar que estou linda, quando na verdade meus cabelos desgrenhados emolduram um rosto sonolento, porém faça-me sentir como tal através das tuas gentilezas, e que teus gestos me dêem a certeza de que, embora eu me sinta inteira, sem você é como se eu existisse pela metade.
Por fim, só mais um pedido: me faça suspirar! Não uma, ou duas vezes, mas tantas quantas forem necessárias para que eu sinta que o amor é realmente algo indefinível.
É, acho que tem que ser mais ou menos assim…
 Créditos : Keka Demétrio

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Sinto falta...

" Sinto falta do abraço apertado.
Da noite de lua cheia à beira do mar.
De onda batendo, de mar sussurrando.
De cheiro de mato, de beijo na boca.
De ouvir palavras de amor.
De papo furado, jogado ao vento.

Sinto falta de apressar o tempo para esperar a noite.
De andar de mãos dadas, contando segredos, de olhares, palavras, detalhes...
De alguém que sussurre nos meus ouvidos,
as palavras que desejo ouvir.

Sinto falta de imaginar encontros.
De sonhar que alguém pensa em mim.
Sinto falta da cumplicidade,
daquela "conversa de olhar"...
Sinto falta de coração apertado, da proximidade do encontro.
Do brilho no olho, da vontade do riso.
Da vida sem farsa, sem choro na cama. "

domingo, 7 de novembro de 2010

O problema é a saudade...

O meu problema, meu bem, é a saudade. Eu sei que já estamos cansados de falar de saudade; mas é isso. Não há nada mais para explicar. Eu sinto saudade. E às vezes eu acho que sou só isso. Que toda aquela confusão de sentimentos já acabou; que tudo ficou frio,inerte, limpo, resumido a uma coisa só: saudade. Eu sinto saudades de tudo, sinto saudades de qualquer coisa, sinto saudades do gosto de ser feliz, sinto saudades do que não vivi. Me disseram que isso é um comum, mas é a verdade. E eu continuo me perguntando: como é que alguém pode viver sentindo saudades daquilo que não viveu? Eu não tenho uma resposta. Eu gostaria de ter, gostaria muito de ter, mas não tenho. Só sei que isso é possível porque eu estou aqui. Ou pelo menos acredito que estou. Saudade é algo tão pequeno, tão mesquinho; deve ser por isso o eco em meu pensamento, o eco tão comum de lugares vazios, o eco tão comum na solidão. A saudade é só.





segunda-feira, 27 de setembro de 2010





- Só sei que nós nos amamos muito…
- Porque você está usando o verbo no presente? Você ainda me ama?
- Não, eu falei no passado!
- Curioso né? É a mesma conjugação.
- Que língua doida! Quer dizer que NÓS estamos condenados a amar para sempre?
- E não é o que acontece? Digo, nosso amor nunca acaba, o que acaba são as relações…
- Pensar assim me assusta.
- Por que? Você acha isso ruim?
- É que nessas coisas de amor eu sempre dôo demais…
- Você usou o verbo ‘doer’ ou ‘doar’?
- [Pausa] Pois é, também dá no mesmo…



créditos: Marcela Müller

domingo, 26 de setembro de 2010

Morte

E então mais uma vez aquela dor insuportável veio ao meu encontro. Engraçado o amor não é mesmo? Ele vem e você fica como bobo diante das coisas, tudo é motivo para sorrir , você cria asas bem grandes e é capaz de voar alto, sonhar alto. Mas nem todas as pessoas se importam com isso, ao contrario elas passam sem notar a sua presença, o seu amor. Então você se fecha por inteiro e promete nunca mais oferecer isso a alguém, até que você conhece alguém de verdade, até que percebe que aquilo que um dia sentiu não passa de um desenho mal feito do que é o amor, você ama e é amado. Não existe no mundo sensação que se compare a essa e nem a esse amor... Imensurrável, inexaurível... Você se sente a melhor pessoa do mundo pelo simples fato de alguém te ver assim, você é dourado , fantástico... mas aos poucos o dourado se perde, aos poucos você mostra que por trás de todo o brilho ofuscante existe um ser humano como outro qualquer, sem grandes qualidades e proezas, muitos defeitos. Você é cinza novamente, e é um ser fraco, despreparado, que implora por atenção, por amor. Atenção e amor que mesmo sendo oferecido por inteiro não é o suficiente, você sempre quer mais, você tira tudo o que pode da pessoa, apenas pra suprir suas carências, seus vazios. Você é um verme. E então a pessoa amada já não pode conviver com isso, ela já não tem o que te dar, até porque você não consegue suprir os vazios dela. Você se perde e não tem como ser a melhor pessoa do mundo, você não é capaz de ser nada perto disso. Ocorre então a perda, isso faz cada pedacinho do seu coração doer , doer e doer, como se ele fosse atravessado por lanças, muitas delas. E lentamente você morre. Não há porque sentir pena de si, você apenas se despreza, você sabe que a culpa por tudo ruir é sua. Partir. Talvez essa seja a melhor coisa a se fazer mas não a forças nem vontade de ir assim como não há vontade de viver. Sente, espere, reflita, se lembre de cada uma daquelas palavras aquelas que fazem seu  coração doer mais e mais, se corroa aos poucos. Hora de se fechar novamente, de fingir não se importar, de fingir viver. Ápice da loucura.Desespero.Dor.Sangue.Ainda não é o bastante para enganar a verdadeira dor.
Conheça-me afinal, fuja, proteja-se, mas não se feche ao amor, esse é sem duvidas um caminho sem volta, onde você sofre cada consequência,  aconselho-te por experiência própria. Viva.Encante-se.Ame.Sofra.Ame novamente. Mas viva intensamente, viva por mim que já desisti de viver, viva, seu dourado é forte, você é capaz e nada diminuirá seu brilho. Nunca quebrarei a promessa que te fiz, estarei aqui, olhando por você, torcendo por você, amando você, eternamente. Meu coração é e sempre será seu. Desculpe-me por não cuidar do seu. Desculpe-me por não ser sua menina.Desculpe-me por não ser dourada.Adeus. 

O fim



“Queria poder encher a boca para dizer: eu te odeio. Detestar absolutamente tudo em você. Sua leveza de viver, tão incompatível ao meu pessimismo. Impedir que nada mais mexa comigo e meu humor, como algum dia acelerou o peito, me fez suar as mãos e sorrir feito uma figura dopada; irracional. Abominar a sua preocupação com a minha pessoa - mesmo não sendo mais próximo, e sim exilado da minha convivência. Por mim, essa ditadora inábil. E é um ódio que não chega. Não me vem nunca.

Mesmo enumerando algumas razões descabidas para que eu consiga por mim mesma sentir desprezo, na imensidão de sentimentos que ainda existe aqui, anda impossível. Se eu me arrependi? Como sempre. Sei que conviver com a minha personalidade forte é algo complicado. Incompreensível. Enlouqueço, e então, quando me toco do tamanho do transtorno que causei, já foi. Passionalidade no sangue, e essa urgência em viver, impressa na alma. Simplesmente não aguento mais ver horas iguais, e nada de diferente acontecer na minha vida.  Deixe o medo de lado, minha loucura não te atinge. Me arrependo, sinto-me sozinha e confusa mas o que ou posso fazer? Como eu posso ficar aqui e te machucar? Logo você o ser mais dourado que já conheci e eu venho tirando seu brilho, apagando aos poucos o que existe de mim em você.

Não tem sido fácil. As pessoas se cansam de mim sofrível assim, dessa minha angústia quilométrica, e que vai, volta, se alterna entre a felicidade imensa de quando você retorna; infelicidade ferina quando se esvai, livre. Ninguém me entende por completo. Dizem todos: "deixe essa tristeza se lado, vamos curti a noite, vamos curtir a vida" Mas a verdade é que não há mais vida o que existia de mais lindo eu matei, eu abandonei o barco me sentei já sem força e esperei a tempestade chegar.Confesso também que aqueles trovões estrondosos e aquela chuva destruidora foi por mim ocasionada, pela minha infelicidade e ira.Travo. Sabendo que não terá regresso, me culpo um pouco, penso tanto. Se ao menos eu fosse fria o suficiente para deixar que você fosse viver a sua vida em paz ,facilitaria. 

Que eu consiga seguir em frente, sem esperar pela tua mão no meu ombro, por você em esquina qualquer. Ou veja com maior claridade que o que é melhor pra nós dois, seria fugir dessas faíscas, fagulhas e centelhas que vibram, quando juntos. Mas que não aquecem suficientemente, quando separados. Por enquanto, apenas eu e essa falta sufocante, que aperta e fere, machuca e tira a paz - quase minha sombra, acompanhando até mesmo em momentos de privacidade, e invadindo pensamentos, falas e uma rotina inteira. Que eu consiga olhar para os seus defeitos com mais realidade, e menos enfeites. Que se for ainda tempo, ou ainda houver salvação, você também veja que errados estamos os dois, e olhar nos olhos pode ser uma solução. Porque me resumo entre cansada de plantar uma amargura que não quero, e não vejo nenhuma outra alternativa a não ser te querer de volta, sempre. Semente que não brota, raiz que não pega, trem que descarrilha. Virar de costas sem olhar pra trás  é uma tarefa árdua, torturante. Corpo no chão, cansaço vil, folhas e folhas em branco. 
Me rendo. Quando será que tudo vai voltar a fazer algum sentido?
Eu acabo de matar tudo que existia, não posso te pedir para ficar eu já não mereço seu amor. Algum dia mereci? Aos poucos vou me destruindo, me machucando na tentativa frustrada de esquecer a dor que te causei, que te causo. Em meus devaneios luto comigo mesma para que possa te implorar para ficar. No fundo sei que não posso te pedir isso, me controlo , sento, penso, espero. Acho que ja não a muito o que fazer, apenas posso esperar pela hora de partir." 

Solidão

“Ando insatisfeita com esmaltes. Troco de esmalte quatro vezes por semana e quero comprar uma cor nova cada vez que pinto as unhas. E nunca acho a cor certa que estou procurando. Na verdade, troco tanto porque não sei qual cor estou procurando. Ando insatisfeita com esmaltes. Ando insatisfeita com esmaltes, com chocolates e comigo mesma. Ando comprando coisas inúteis demais. Comprando coisas demais pra preencher um vazio interno que não precisa de esmalte, de chocolate ou de nenhuma outra coisa que se possa comprar.


Dizem que a solidão é o mal do século. Eu concordo. Solidão é ter um namorado, ter amigos, ter uma família, ter pessoas que dizem gostar de você. E não ter a si mesma. Solidão é viver numa sociedade cada vez mais superficial, cada vez mais consumista, que julga as pessoas pela aparência e pelo tanto de dinheiro que elas têm. Solidão é o que move a internet hoje – e sempre. Solidão é a única razão pela qual os Orkuts, Formsprings e Twitters da vida se popularizam cada vez mais. Queremos amigos, queremos mensagens fofas, queremos depoimentos que dizem pro resto do mundo o quanto somos lindos, cheirosos e bem amados. Queremos mostrar fotos das viagens pra Europa, queremos mostrar fotos com trinta amigos diferentes, queremos mostrar foto do namorado novo da semana, queremos mostrar fotos da nova melhor amiga de infância que acabamos de conhecer, queremos que o mundo saiba que somos amados. Queremos admiração. Queremos falar, o tempo todo, que temos amigos, amor e dinheiro. Mostramos (ou, pelo menos, tentamos mostrar) pro mundo que somos a estampa ideal, quando, na maioria das vezes, a viagem pra Europa foi financiada em mil vezes ou foi paga pela empresa, os trinta amigos da foto só são amigos na hora da foto e não são pessoas que se importam de verdade no dia-a-dia. E os novos amores se vão a cada semana.


Queremos ter mil amigos no Orkut, mas não achamos companhia pra assistir um filme no cinema terça-feira à tarde. Queremos mil perguntas no Formspring para mostrar o quanto somos populares. Damos bom-dia no Twitter (um negócio onde se fala sozinho) e não damos bom-dia pro vizinho na escada. Adicionamos Deus e o mundo no maldito MSN pra termos companhia e não perder o contato com aquela pessoa tão querida e amada com a qual trocaremos três frases ao longo do ano. Pessoas verdes online com as quais mantemos relações virtuais 24 horas por dia. Tudo muito superficial. Tudo muito virtual. Tudo fruto da nossa maldita carência, tão maldita quanto essas relações virtuais infundadas. Precisamos nos afirmar pro mundo e pra nós mesmos. Precisamos nos encaixar nos padrões atuais de pessoa bem-sucedida e amada pra sermos aceitos.


Mas o vazio está lá. Nas tardes de domingo. Nas compras cujo encantamento acaba assim que abrimos o produto. Esperamos encontrar a felicidade no PC novo, no celular com mil funções que não toca, nas novas cores de esmalte que são lançadas toda semana, nos chocolates que só nos engordam, nas revistas com pessoas com falsos sorrisos abertos. Compramos pra ter companhia. Compramos pra preencher um vazio interno. O mesmo vazio que tentamos preencher com amigos virtuais, relacionamentos virtuais e mentiras virtuais. Tapamos o sol com a peneira. Tapamos nossos buracos com relacionamentos que não existem. Despistamos nossa carência aguardando um produto chegar pelo correio. Nos tornamos tão superficiais quanto nossos relacionamentos virtuais. Nos tornamos tão efêmeros quanto os esmaltes da cor da moda. E continuamos nos sentindo vazios. E trocando a cor do esmalte a cada semana.”

domingo, 29 de agosto de 2010

O vazio...

"Amor... Você já amou? Horrível, não? Você fica tão vulnerável. O peito se abre e o coração também. Desse jeito qualquer um pode entrar e bagunçar tudo. Você ergue todas essas defesas. Constrói essa armadura inteira, durante anos, pra que nada possa te causar mal. Aí, uma pessoa idiota, igualzinha a qualquer outra, entra em sua vida idiota. Você dá a essa pessoa um pedaço seu. E ela nem pediu. Um dia, ela faz alguma coisa idiota como beijar você ou sorrir e, de repente, sua vida não lhe pertence mais. O amor faz reféns. Ele entra em você. Devora tudo que é seu e te deixa chorando no escuro. Por isso, uma simples frase como 'talvez a gente devesse ser apenas amigos' ou 'muito perspicaz' vira estilhaços de vidro rasgando seu coração. Dói. Não só na imaginação ou na mente. É uma dor na alma, no corpo, uma verdadeira dor que entra-em-você-e-destroça-por-dentro. Nada devia ser assim. Principalmente amor. Odeio o amor."

(Neil Gaiman - Entes Queridos, em The Sandman 65)


Encanta-me








Te admiro.Você brilha aí, tão longe de tudo, de todos. Solitária. Não sente medo? Não, mas nem sinta: aqui em baixo as coisas são tão piores, que nem a vida melhora. Tem de tudo, de amor à ódio, de solidão à superlotação. Se bem que, se tratando do que falo, seu lugar é privilegiado. Assiste à casais românticos e suas juras eternas, poetas sonhadores e suas rimas fracas, algumas discussões que, depois de pazes refeitas, nem existem mais. Gente que chora, e te olha, como quem pede uma iluminação divina. Outros que dormem, e te ignoram, mas talvez porque hajam nebulosidades, nuvens, ou o eclipse. Por vontade própria, só com muita frieza para não notar esse seu brilho incandescente. 



E assistes à quase tudo isso, intacta em seu posto. Lugar de sentido. Se sente também sozinha? Alguns te visitam às vezes, és o sonho de consumo de outros tantos, mas acho que viver em você, ninguém vive. Meio como amor, que a gente tenta pescar e tirar a sorte grande, mas acaba por devolver ao mar sendo grande demais, muito pesado, ou incompatível com nossa voracidade atroz. Assim, que habita em nós, apenas o sentimento do outro. As lembranças de outras mentes. Isso seria então, amor. O que a gente sente, é então um presente ao próximo. E não tão suficiente assim, para nós mesmo. Você me entende, eu sei. São apenas visitas, e nada mais. Ficam umas almas, regressam outras, mas para sempre: nada. Nos entendemos só de nos olharmos, cumplicidade quase total. De sentimentos, irmãs.



Quando cansar, qualquer dia, troque comigo. Não sou assim tão branquinha, nem brilhante, mas faria um ótimo trabalhado sumindo quando me fosse pedido, e iluminando tantas emoções submersas. Apagaria quando necessário, ou então, contra minha vontade. Não escutaria as estrelas, eu sei. Seus egos imensos, e ataques de importância e mortes lentas, não são assim tão confiáveis. Apenas o mar como amigo talvez, os rios, as águas, que é pra não ficar completamente à mercê. Refletir neles deve ser uma beleza, um espelho de vivacidade. Bonito de se ver, estando dentro de tal fenômeno. Lindo! 
Então, co-irmã, qualquer dia é só pedir, uma aviso basta. Ou que me transporte para o seu colo, sua luz, que me deseje um caminho seguro e então, iluminado. Por você, por alguém aí de cima. Te ver já me acalma e manda mensagens quietas, pensamentos reveladores; nem mesmo eu imaginava existir nos rios aqui de dentro. E que me encontre, ou ajude, nesses dias de insônia sobretudo, me tire a inquietação que é natural - mesmo que, em sonho.Até mais lua.

domingo, 22 de agosto de 2010

Esperanças...

As coisas estão complicadas agora, mas eu não me sinto triste como antes, há tanta esperança aqui... tanto amor... Eu sinto que tudo pode dar certo, basta querer, basta lutar... Pode até ser que não seja facil, pode até ser que eu eu me machuque, mas isso ja não importa... Tudo o que importa agora é a vontade que eu tenho de estar com você novamente, te tocar, te amar e ver esses olhos tão meigos e esse sorriso tão incrível enquanto diz que me ama e que sou e sempre serei sua menina, sua eterna menina meu amor... 


Apenas me prometa que lutará ao meu lado, que ajudará a remar e que quando a maré subir e a tempestade chegar fará tudo pra salvar nosso barquinho... Eu prometo estar ao seu lado, prometo cuidar das suas feridas e de e ajudar a remar para que não se canse.


Tudo vai dar certo para nós, nosso amor é tão forte, tão lindo... É  preciso apenas que nos esforcemos um pouco, que aprendemos a conviver com a saudade e que tenhamos calma. Confie em mim, no nosso amor e fique ao meu lado, ok? Eu estou ao seu, para te dar todo apoio que precisar.

Haryalyë Melmenya

domingo, 15 de agosto de 2010

Então dance, até que a música não seja ouvida e vc perca seus sentidos...

"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."


Charles Chaplin