"O primeiro verde da natureza é dourado, Para ela, o tom mais dificil de fixar. Sua primeira folha é uma flor, Mas só durante uma hora. Depois folha se rende a folha. Assim o Paraíso afundou na dor, Assim a aurora se transforma em dia. Nada que é dourado fica" (Robert Frost)
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
- Só sei que nós nos amamos muito…
- Porque você está usando o verbo no presente? Você ainda me ama?
- Não, eu falei no passado!
- Curioso né? É a mesma conjugação.
- Que língua doida! Quer dizer que NÓS estamos condenados a amar para sempre?
- E não é o que acontece? Digo, nosso amor nunca acaba, o que acaba são as relações…
- Pensar assim me assusta.
- Por que? Você acha isso ruim?
- É que nessas coisas de amor eu sempre dôo demais…
- Você usou o verbo ‘doer’ ou ‘doar’?
- [Pausa] Pois é, também dá no mesmo…
créditos: Marcela Müller
domingo, 26 de setembro de 2010
Morte
E então mais uma vez aquela dor insuportável veio ao meu encontro. Engraçado o amor não é mesmo? Ele vem e você fica como bobo diante das coisas, tudo é motivo para sorrir , você cria asas bem grandes e é capaz de voar alto, sonhar alto. Mas nem todas as pessoas se importam com isso, ao contrario elas passam sem notar a sua presença, o seu amor. Então você se fecha por inteiro e promete nunca mais oferecer isso a alguém, até que você conhece alguém de verdade, até que percebe que aquilo que um dia sentiu não passa de um desenho mal feito do que é o amor, você ama e é amado. Não existe no mundo sensação que se compare a essa e nem a esse amor... Imensurrável, inexaurível... Você se sente a melhor pessoa do mundo pelo simples fato de alguém te ver assim, você é dourado , fantástico... mas aos poucos o dourado se perde, aos poucos você mostra que por trás de todo o brilho ofuscante existe um ser humano como outro qualquer, sem grandes qualidades e proezas, muitos defeitos. Você é cinza novamente, e é um ser fraco, despreparado, que implora por atenção, por amor. Atenção e amor que mesmo sendo oferecido por inteiro não é o suficiente, você sempre quer mais, você tira tudo o que pode da pessoa, apenas pra suprir suas carências, seus vazios. Você é um verme. E então a pessoa amada já não pode conviver com isso, ela já não tem o que te dar, até porque você não consegue suprir os vazios dela. Você se perde e não tem como ser a melhor pessoa do mundo, você não é capaz de ser nada perto disso. Ocorre então a perda, isso faz cada pedacinho do seu coração doer , doer e doer, como se ele fosse atravessado por lanças, muitas delas. E lentamente você morre. Não há porque sentir pena de si, você apenas se despreza, você sabe que a culpa por tudo ruir é sua. Partir. Talvez essa seja a melhor coisa a se fazer mas não a forças nem vontade de ir assim como não há vontade de viver. Sente, espere, reflita, se lembre de cada uma daquelas palavras aquelas que fazem seu coração doer mais e mais, se corroa aos poucos. Hora de se fechar novamente, de fingir não se importar, de fingir viver. Ápice da loucura.Desespero.Dor.Sangue.Ainda não é o bastante para enganar a verdadeira dor.
Conheça-me afinal, fuja, proteja-se, mas não se feche ao amor, esse é sem duvidas um caminho sem volta, onde você sofre cada consequência, aconselho-te por experiência própria. Viva.Encante-se.Ame.Sofra.Ame novamente. Mas viva intensamente, viva por mim que já desisti de viver, viva, seu dourado é forte, você é capaz e nada diminuirá seu brilho. Nunca quebrarei a promessa que te fiz, estarei aqui, olhando por você, torcendo por você, amando você, eternamente. Meu coração é e sempre será seu. Desculpe-me por não cuidar do seu. Desculpe-me por não ser sua menina.Desculpe-me por não ser dourada.Adeus.
O fim
“Queria poder encher a boca para dizer: eu te odeio. Detestar absolutamente tudo em você. Sua leveza de viver, tão incompatível ao meu pessimismo. Impedir que nada mais mexa comigo e meu humor, como algum dia acelerou o peito, me fez suar as mãos e sorrir feito uma figura dopada; irracional. Abominar a sua preocupação com a minha pessoa - mesmo não sendo mais próximo, e sim exilado da minha convivência. Por mim, essa ditadora inábil. E é um ódio que não chega. Não me vem nunca.
Mesmo enumerando algumas razões descabidas para que eu consiga por mim mesma sentir desprezo, na imensidão de sentimentos que ainda existe aqui, anda impossível. Se eu me arrependi? Como sempre. Sei que conviver com a minha personalidade forte é algo complicado. Incompreensível. Enlouqueço, e então, quando me toco do tamanho do transtorno que causei, já foi. Passionalidade no sangue, e essa urgência em viver, impressa na alma. Simplesmente não aguento mais ver horas iguais, e nada de diferente acontecer na minha vida. Deixe o medo de lado, minha loucura não te atinge. Me arrependo, sinto-me sozinha e confusa mas o que ou posso fazer? Como eu posso ficar aqui e te machucar? Logo você o ser mais dourado que já conheci e eu venho tirando seu brilho, apagando aos poucos o que existe de mim em você.
Não tem sido fácil. As pessoas se cansam de mim sofrível assim, dessa minha angústia quilométrica, e que vai, volta, se alterna entre a felicidade imensa de quando você retorna; infelicidade ferina quando se esvai, livre. Ninguém me entende por completo. Dizem todos: "deixe essa tristeza se lado, vamos curti a noite, vamos curtir a vida" Mas a verdade é que não há mais vida o que existia de mais lindo eu matei, eu abandonei o barco me sentei já sem força e esperei a tempestade chegar.Confesso também que aqueles trovões estrondosos e aquela chuva destruidora foi por mim ocasionada, pela minha infelicidade e ira.Travo. Sabendo que não terá regresso, me culpo um pouco, penso tanto. Se ao menos eu fosse fria o suficiente para deixar que você fosse viver a sua vida em paz ,facilitaria.
Que eu consiga seguir em frente, sem esperar pela tua mão no meu ombro, por você em esquina qualquer. Ou veja com maior claridade que o que é melhor pra nós dois, seria fugir dessas faíscas, fagulhas e centelhas que vibram, quando juntos. Mas que não aquecem suficientemente, quando separados. Por enquanto, apenas eu e essa falta sufocante, que aperta e fere, machuca e tira a paz - quase minha sombra, acompanhando até mesmo em momentos de privacidade, e invadindo pensamentos, falas e uma rotina inteira. Que eu consiga olhar para os seus defeitos com mais realidade, e menos enfeites. Que se for ainda tempo, ou ainda houver salvação, você também veja que errados estamos os dois, e olhar nos olhos pode ser uma solução. Porque me resumo entre cansada de plantar uma amargura que não quero, e não vejo nenhuma outra alternativa a não ser te querer de volta, sempre. Semente que não brota, raiz que não pega, trem que descarrilha. Virar de costas sem olhar pra trás é uma tarefa árdua, torturante. Corpo no chão, cansaço vil, folhas e folhas em branco.
Me rendo. Quando será que tudo vai voltar a fazer algum sentido?
Eu acabo de matar tudo que existia, não posso te pedir para ficar eu já não mereço seu amor. Algum dia mereci? Aos poucos vou me destruindo, me machucando na tentativa frustrada de esquecer a dor que te causei, que te causo. Em meus devaneios luto comigo mesma para que possa te implorar para ficar. No fundo sei que não posso te pedir isso, me controlo , sento, penso, espero. Acho que ja não a muito o que fazer, apenas posso esperar pela hora de partir."
Me rendo. Quando será que tudo vai voltar a fazer algum sentido?
Eu acabo de matar tudo que existia, não posso te pedir para ficar eu já não mereço seu amor. Algum dia mereci? Aos poucos vou me destruindo, me machucando na tentativa frustrada de esquecer a dor que te causei, que te causo. Em meus devaneios luto comigo mesma para que possa te implorar para ficar. No fundo sei que não posso te pedir isso, me controlo , sento, penso, espero. Acho que ja não a muito o que fazer, apenas posso esperar pela hora de partir."
Solidão
“Ando insatisfeita com esmaltes. Troco de esmalte quatro vezes por semana e quero comprar uma cor nova cada vez que pinto as unhas. E nunca acho a cor certa que estou procurando. Na verdade, troco tanto porque não sei qual cor estou procurando. Ando insatisfeita com esmaltes. Ando insatisfeita com esmaltes, com chocolates e comigo mesma. Ando comprando coisas inúteis demais. Comprando coisas demais pra preencher um vazio interno que não precisa de esmalte, de chocolate ou de nenhuma outra coisa que se possa comprar.
Dizem que a solidão é o mal do século. Eu concordo. Solidão é ter um namorado, ter amigos, ter uma família, ter pessoas que dizem gostar de você. E não ter a si mesma. Solidão é viver numa sociedade cada vez mais superficial, cada vez mais consumista, que julga as pessoas pela aparência e pelo tanto de dinheiro que elas têm. Solidão é o que move a internet hoje – e sempre. Solidão é a única razão pela qual os Orkuts, Formsprings e Twitters da vida se popularizam cada vez mais. Queremos amigos, queremos mensagens fofas, queremos depoimentos que dizem pro resto do mundo o quanto somos lindos, cheirosos e bem amados. Queremos mostrar fotos das viagens pra Europa, queremos mostrar fotos com trinta amigos diferentes, queremos mostrar foto do namorado novo da semana, queremos mostrar fotos da nova melhor amiga de infância que acabamos de conhecer, queremos que o mundo saiba que somos amados. Queremos admiração. Queremos falar, o tempo todo, que temos amigos, amor e dinheiro. Mostramos (ou, pelo menos, tentamos mostrar) pro mundo que somos a estampa ideal, quando, na maioria das vezes, a viagem pra Europa foi financiada em mil vezes ou foi paga pela empresa, os trinta amigos da foto só são amigos na hora da foto e não são pessoas que se importam de verdade no dia-a-dia. E os novos amores se vão a cada semana.
Queremos ter mil amigos no Orkut, mas não achamos companhia pra assistir um filme no cinema terça-feira à tarde. Queremos mil perguntas no Formspring para mostrar o quanto somos populares. Damos bom-dia no Twitter (um negócio onde se fala sozinho) e não damos bom-dia pro vizinho na escada. Adicionamos Deus e o mundo no maldito MSN pra termos companhia e não perder o contato com aquela pessoa tão querida e amada com a qual trocaremos três frases ao longo do ano. Pessoas verdes online com as quais mantemos relações virtuais 24 horas por dia. Tudo muito superficial. Tudo muito virtual. Tudo fruto da nossa maldita carência, tão maldita quanto essas relações virtuais infundadas. Precisamos nos afirmar pro mundo e pra nós mesmos. Precisamos nos encaixar nos padrões atuais de pessoa bem-sucedida e amada pra sermos aceitos.
Mas o vazio está lá. Nas tardes de domingo. Nas compras cujo encantamento acaba assim que abrimos o produto. Esperamos encontrar a felicidade no PC novo, no celular com mil funções que não toca, nas novas cores de esmalte que são lançadas toda semana, nos chocolates que só nos engordam, nas revistas com pessoas com falsos sorrisos abertos. Compramos pra ter companhia. Compramos pra preencher um vazio interno. O mesmo vazio que tentamos preencher com amigos virtuais, relacionamentos virtuais e mentiras virtuais. Tapamos o sol com a peneira. Tapamos nossos buracos com relacionamentos que não existem. Despistamos nossa carência aguardando um produto chegar pelo correio. Nos tornamos tão superficiais quanto nossos relacionamentos virtuais. Nos tornamos tão efêmeros quanto os esmaltes da cor da moda. E continuamos nos sentindo vazios. E trocando a cor do esmalte a cada semana.”
Dizem que a solidão é o mal do século. Eu concordo. Solidão é ter um namorado, ter amigos, ter uma família, ter pessoas que dizem gostar de você. E não ter a si mesma. Solidão é viver numa sociedade cada vez mais superficial, cada vez mais consumista, que julga as pessoas pela aparência e pelo tanto de dinheiro que elas têm. Solidão é o que move a internet hoje – e sempre. Solidão é a única razão pela qual os Orkuts, Formsprings e Twitters da vida se popularizam cada vez mais. Queremos amigos, queremos mensagens fofas, queremos depoimentos que dizem pro resto do mundo o quanto somos lindos, cheirosos e bem amados. Queremos mostrar fotos das viagens pra Europa, queremos mostrar fotos com trinta amigos diferentes, queremos mostrar foto do namorado novo da semana, queremos mostrar fotos da nova melhor amiga de infância que acabamos de conhecer, queremos que o mundo saiba que somos amados. Queremos admiração. Queremos falar, o tempo todo, que temos amigos, amor e dinheiro. Mostramos (ou, pelo menos, tentamos mostrar) pro mundo que somos a estampa ideal, quando, na maioria das vezes, a viagem pra Europa foi financiada em mil vezes ou foi paga pela empresa, os trinta amigos da foto só são amigos na hora da foto e não são pessoas que se importam de verdade no dia-a-dia. E os novos amores se vão a cada semana.
Queremos ter mil amigos no Orkut, mas não achamos companhia pra assistir um filme no cinema terça-feira à tarde. Queremos mil perguntas no Formspring para mostrar o quanto somos populares. Damos bom-dia no Twitter (um negócio onde se fala sozinho) e não damos bom-dia pro vizinho na escada. Adicionamos Deus e o mundo no maldito MSN pra termos companhia e não perder o contato com aquela pessoa tão querida e amada com a qual trocaremos três frases ao longo do ano. Pessoas verdes online com as quais mantemos relações virtuais 24 horas por dia. Tudo muito superficial. Tudo muito virtual. Tudo fruto da nossa maldita carência, tão maldita quanto essas relações virtuais infundadas. Precisamos nos afirmar pro mundo e pra nós mesmos. Precisamos nos encaixar nos padrões atuais de pessoa bem-sucedida e amada pra sermos aceitos.
Mas o vazio está lá. Nas tardes de domingo. Nas compras cujo encantamento acaba assim que abrimos o produto. Esperamos encontrar a felicidade no PC novo, no celular com mil funções que não toca, nas novas cores de esmalte que são lançadas toda semana, nos chocolates que só nos engordam, nas revistas com pessoas com falsos sorrisos abertos. Compramos pra ter companhia. Compramos pra preencher um vazio interno. O mesmo vazio que tentamos preencher com amigos virtuais, relacionamentos virtuais e mentiras virtuais. Tapamos o sol com a peneira. Tapamos nossos buracos com relacionamentos que não existem. Despistamos nossa carência aguardando um produto chegar pelo correio. Nos tornamos tão superficiais quanto nossos relacionamentos virtuais. Nos tornamos tão efêmeros quanto os esmaltes da cor da moda. E continuamos nos sentindo vazios. E trocando a cor do esmalte a cada semana.”
domingo, 29 de agosto de 2010
O vazio...
"Amor... Você já amou? Horrível, não? Você fica tão vulnerável. O peito se abre e o coração também. Desse jeito qualquer um pode entrar e bagunçar tudo. Você ergue todas essas defesas. Constrói essa armadura inteira, durante anos, pra que nada possa te causar mal. Aí, uma pessoa idiota, igualzinha a qualquer outra, entra em sua vida idiota. Você dá a essa pessoa um pedaço seu. E ela nem pediu. Um dia, ela faz alguma coisa idiota como beijar você ou sorrir e, de repente, sua vida não lhe pertence mais. O amor faz reféns. Ele entra em você. Devora tudo que é seu e te deixa chorando no escuro. Por isso, uma simples frase como 'talvez a gente devesse ser apenas amigos' ou 'muito perspicaz' vira estilhaços de vidro rasgando seu coração. Dói. Não só na imaginação ou na mente. É uma dor na alma, no corpo, uma verdadeira dor que entra-em-você-e-destroça-por-dentro. Nada devia ser assim. Principalmente amor. Odeio o amor."
(Neil Gaiman - Entes Queridos, em The Sandman 65)
Encanta-me
Te admiro.Você brilha aí, tão longe de tudo, de todos. Solitária. Não sente medo? Não, mas nem sinta: aqui em baixo as coisas são tão piores, que nem a vida melhora. Tem de tudo, de amor à ódio, de solidão à superlotação. Se bem que, se tratando do que falo, seu lugar é privilegiado. Assiste à casais românticos e suas juras eternas, poetas sonhadores e suas rimas fracas, algumas discussões que, depois de pazes refeitas, nem existem mais. Gente que chora, e te olha, como quem pede uma iluminação divina. Outros que dormem, e te ignoram, mas talvez porque hajam nebulosidades, nuvens, ou o eclipse. Por vontade própria, só com muita frieza para não notar esse seu brilho incandescente.
E assistes à quase tudo isso, intacta em seu posto. Lugar de sentido. Se sente também sozinha? Alguns te visitam às vezes, és o sonho de consumo de outros tantos, mas acho que viver em você, ninguém vive. Meio como amor, que a gente tenta pescar e tirar a sorte grande, mas acaba por devolver ao mar sendo grande demais, muito pesado, ou incompatível com nossa voracidade atroz. Assim, que habita em nós, apenas o sentimento do outro. As lembranças de outras mentes. Isso seria então, amor. O que a gente sente, é então um presente ao próximo. E não tão suficiente assim, para nós mesmo. Você me entende, eu sei. São apenas visitas, e nada mais. Ficam umas almas, regressam outras, mas para sempre: nada. Nos entendemos só de nos olharmos, cumplicidade quase total. De sentimentos, irmãs.
Quando cansar, qualquer dia, troque comigo. Não sou assim tão branquinha, nem brilhante, mas faria um ótimo trabalhado sumindo quando me fosse pedido, e iluminando tantas emoções submersas. Apagaria quando necessário, ou então, contra minha vontade. Não escutaria as estrelas, eu sei. Seus egos imensos, e ataques de importância e mortes lentas, não são assim tão confiáveis. Apenas o mar como amigo talvez, os rios, as águas, que é pra não ficar completamente à mercê. Refletir neles deve ser uma beleza, um espelho de vivacidade. Bonito de se ver, estando dentro de tal fenômeno. Lindo!
Então, co-irmã, qualquer dia é só pedir, uma aviso basta. Ou que me transporte para o seu colo, sua luz, que me deseje um caminho seguro e então, iluminado. Por você, por alguém aí de cima. Te ver já me acalma e manda mensagens quietas, pensamentos reveladores; nem mesmo eu imaginava existir nos rios aqui de dentro. E que me encontre, ou ajude, nesses dias de insônia sobretudo, me tire a inquietação que é natural - mesmo que, em sonho.Até mais lua.
domingo, 22 de agosto de 2010
Esperanças...
As coisas estão complicadas agora, mas eu não me sinto triste como antes, há tanta esperança aqui... tanto amor... Eu sinto que tudo pode dar certo, basta querer, basta lutar... Pode até ser que não seja facil, pode até ser que eu eu me machuque, mas isso ja não importa... Tudo o que importa agora é a vontade que eu tenho de estar com você novamente, te tocar, te amar e ver esses olhos tão meigos e esse sorriso tão incrível enquanto diz que me ama e que sou e sempre serei sua menina, sua eterna menina meu amor...
Apenas me prometa que lutará ao meu lado, que ajudará a remar e que quando a maré subir e a tempestade chegar fará tudo pra salvar nosso barquinho... Eu prometo estar ao seu lado, prometo cuidar das suas feridas e de e ajudar a remar para que não se canse.
Tudo vai dar certo para nós, nosso amor é tão forte, tão lindo... É preciso apenas que nos esforcemos um pouco, que aprendemos a conviver com a saudade e que tenhamos calma. Confie em mim, no nosso amor e fique ao meu lado, ok? Eu estou ao seu, para te dar todo apoio que precisar.
Haryalyë Melmenya
domingo, 15 de agosto de 2010
Então dance, até que a música não seja ouvida e vc perca seus sentidos...
"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."
Charles Chaplin
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Lembranças
Hoje revi fotos nossas, hoje lembrei dos nossos instantes, pensei no quanto fomos felizes... desejei que aqueles momentos acontecessem novamente, e que ali se eternizassem. Rezei pra que aquelas fotos, fosse prova da eternidade de um beijo, fossem provas da eternidade de um sentimento...
Pedi a Deus que a gente fosse sempre daquele jeito... que ficássemos sempre perto um do outro, que nos amássemos e nos cuidássemos como se nada além disso existisse.
Desejei que teus braços fossem meu único caminho... desejei que teus olhos fossem a minha única fonte de luz...
Desejei... desejei acima de tudo te ter aqui comigo, desejei ter forças para continuar lutando por nosso amor... Jamais me senti tão acolhida, tão protegida e tão amada.. são em teus braços que quero me aquecer...
Desejei um dia quem sabe poder ficar contigo, sem me preocupar com poréns, sem tantos medos... Que um dia momentos como aqueles voltassem e que fossemos felizes...
Eu não quero desistir de nós, eu não poderia viver sem o seu amor, peço apenas que não desista de mim, dos nossos planos... por mais que as vezes seja difícil acreditar em um futuro feliz.
~ Haryalyë Melmenya ~
terça-feira, 27 de julho de 2010
O despertar
Nada na nossa vida volta...
Essa é uma triste verdade, uma verdade que devemos descobrir sozinhos, alias devemos crescer sozinhos. Crescer, isso realmente dói mas tudo tem seu tempo.
Abra os olhos! Desperte! Você pode ver? É eu também não podia... e as lágrimas vieram, parecendo embaralhar minha visão, só ai as coisas se tornaram claras, a verdade nítida. Tão dolorosa.
E o tempo.... Ah o tempo! Ele passou... e deixou aqui saudades, de coisas que não foram ditas de coisas que não foram vividas... E do que se pode reclamar? Escolhas. Consequências. Sim sim elas foram minhas e vieram sobe medida no fim...
O dourado se perdeu aqui, os sonhos as esperanças também, ficar verde foi uma experiência triste...
Sabe depois de algumas quedas você começa a endurecer e passar a ser durão demais para reconhecer que as feridas doem. Ah que saudade da infância, que saudade daquele dourado, daquele sorriso que nada podia apagar, do medo de escuro e da proteção. Saudade de ao cair sair correndo para o colo de alguém e pedir carinho, de correr no meio da noite e se enfiar no meio da cama por medo dos pesadelos. Que saudade de não ter vergonha ou medo de dizer eu te amo.
Eu gostaria que alguém entendesse isso, eu não sou gente grande e não vivi tanto tempo assim... mas o que eu passei... o que eu senti... Odeio desenterrar lembranças, odeio demonstrar as fraquezas, prefiro que elas fiquem em segredo aqui, prefiro fingir que elas não existem... Assim a saudade diminui assim os medos passam... Assim eu finjo viver.
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