domingo, 13 de março de 2011

Imperfect

Some things are better off forgotten
We bury them in places that we really only visit by ourselves
Oh you were a version like no other
Oh they never tell you what to do when all you see is gone
What's the sense in anything when what they say is wrong?
Oh what do you want to hear?
Do you wanna know how many times
I tore myself apart cuz you're not here?
Oh why do you want to know?
Does it make you feel alive?
I had to die to finally let you go
Stop me... I find myself believing
A story gets rewritten so a blasphemy's permitted once again
Oh and you were so perfectly imperfect
Oh they never tell you what to do when all you have are lies
What's the sense in anything? It's just one more goodbye
Oh what do you want to hear?
Do you wanna know how many times
I tore myself apart cuz you're not here?
Oh why do you want to know?
Does it make you feel alive?
I had to die to finally let you go
Oh what do you want to hear?
Do you wanna know how many times
I tore myself apart cuz you're not here?
Oh why do you want to know?
Does it make you feel alive?
I had to die to finally let you go
Finally let you go
Stone Sour ~

terça-feira, 8 de março de 2011

O nada.

E isso é tudo... o vazio tem de novo o seu lugar. As vezes se torna difícil de lembrar, pensar. E então já é muito tarde, já não a nada a se fazer, erros não podem ser apenas apagados, esquecidos.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

A morte

Uma ansiedade tremenda se inicia, tremores, pressões, uma horrível dor no coração, falta de ar, sufocamento. As vezes é necessário abrir a janela para sentir o ar e  conseguir respirar. Sempre me senti como se fosse morrer, mas não sinto medo de morrer. Talvez eu não sinta medo de morrer porque a morte não me assusta, sempre senti uma certa familiaridade e até mesmo atração por ela, sempre a encarei como algo natural e de certa forma curiosa.
Eu sinto medo de alguma situação, ou de alguma pessoa. Eu não me sinto bem em lugares com muitas pessoas ou pessoas desconhecidas. Tenho medo de gente. Tenho medo de me apegar a pessoas que um dia irão me deixar. Tenho medo do abandono, talvez por ter sentido isso na sua forma mais pura. Mantive sempre uma barreira de proteção contra todos ao meu redor, não que todos sejam ruins, mas eu tenho medo do que as pessoas são capazes de fazer.
Estabilidade. Esta é a palavra de ordem em minha vida. Gosto da rotina, de cada coisa em seu lugar, de coisas previsíveis, aliás sou previsível. Sou uma criança indefesa e medrosa que se manteve por muito tempo sob máscaras. Está ai o motivo de eu ter medo de gente, tenho medo de me familiarizar e tirar essas máscaras que me protegem. Engraçado, sempre que caem trazem com elas o sofrimento, porque o que vive debaixo delas é desprezível demais.
Mas um dia, irremediavelmente, a morte chega até você. O vazio fica, a tristeza, a dor sem fim, o desespero, a sensação de abandono. Talvez essa seja a face cruel da morte. Você sofre, se embola num canto como se tentasse entrar dentro de si mesmo para arrancar a dor de lá mas nada faz com que ela cesse. A morte não te deixa, até que ela tenha certeza que fez um trabalho caprichado. Cruel, trágica e ao mesmo tempo esperançosa.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

E o que eu sinto,

é o tal do amor. Aquele surrado, mal-falado, desacreditado e raro amor, que eu achava que não existia mais. Pois existe. E arrebata, atropela, derruba, o violento surto de felicidade causado pelo simples vislumbre do teu rosto.




Créditos: L.Silveira

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Egoísmo

Egoísta.
Esta é a melhor palavra pra traduzir o que sou. Essa mania infeliz de querer que tudo e todos sejam apenas meus. Tolice minha achar que o mundo gira ao meu redor. Sou apenas mais uma peça desse imenso quebra cabeça, mas me sinto a dona do mundo e da verdade quando o assunto é seu coração.
E eu erro, erro ao esquecer que você está tão desprotegido e carente quanto eu, erro ao esquecer que você é apenas um menino que precisa da sua pequena.
Eu só posso pedir perdão, pelo egoísmo, pela possessão, pelas palavras tão duras que sempre te digo...
Nada em nossas vidas acontece por acaso meu amor, eu sei que essa tempestade vai passar, tudo ficará bem meu lindo...
Eu só te peço que tenha paciência comigo e que me ajude a lutar por nós, pelo nosso amor, que é tão grande que nada nem mesmo a distância é capaz de vencer.
Cuida de mim, eu sou tão pequenininha, preciso muito de você meu anjo assim como você precisa de mim.


Haryalyë Melmenya.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Proposta


Não, hoje eu não quero fazer amor, quero descobrir o amor. Portanto, ao invés de me olhar com ares de desejo, apenas acaricie meus cabelos e me guarde em seus braços fazendo-me ficar em posição de quem sonha. Também não precisa me dizer nada, nem mesmo que meu sorriso te enlouquece e que meus lábios entreabertos te convidam para um beijo. Apenas me deixe sentir sua respiração, tenho certeza de que isso dirá muito mais sobre o que estamos sentindo do que qualquer palavra balbuciada.
Brinque com as minhas mãos, eu gosto disso, e percebo que a nossa intimidade cresce quando brinca com elas. Isso também faz com que me sinta segura, deve ser porque o entrelaçar dos nossos dedos me dão a certeza de que você irá me proteger sempre que eu sentir medo. Então, mande um recado ao Boi-da-cara-preta e à Cuca para que eles não venham, porque hoje você está me embalando. Diga para a noite que não temos pressa, que o tempo não vai existir, pois os ponteiros do relógio pararam exatamente no momento em que descobrimos que o amor se sente e se faz de diversas formas.
Não quero que diga que me ama, palavras às vezes se perdem, mas quero que faça com que eu sinta o seu amor descompassar o meu coração, pois isso será a minha melhor lembrança na tua ausência.  Também não desejo que fale ao despertar que estou linda, quando na verdade meus cabelos desgrenhados emolduram um rosto sonolento, porém faça-me sentir como tal através das tuas gentilezas, e que teus gestos me dêem a certeza de que, embora eu me sinta inteira, sem você é como se eu existisse pela metade.
Por fim, só mais um pedido: me faça suspirar! Não uma, ou duas vezes, mas tantas quantas forem necessárias para que eu sinta que o amor é realmente algo indefinível.
É, acho que tem que ser mais ou menos assim…
 Créditos : Keka Demétrio

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Sinto falta...

" Sinto falta do abraço apertado.
Da noite de lua cheia à beira do mar.
De onda batendo, de mar sussurrando.
De cheiro de mato, de beijo na boca.
De ouvir palavras de amor.
De papo furado, jogado ao vento.

Sinto falta de apressar o tempo para esperar a noite.
De andar de mãos dadas, contando segredos, de olhares, palavras, detalhes...
De alguém que sussurre nos meus ouvidos,
as palavras que desejo ouvir.

Sinto falta de imaginar encontros.
De sonhar que alguém pensa em mim.
Sinto falta da cumplicidade,
daquela "conversa de olhar"...
Sinto falta de coração apertado, da proximidade do encontro.
Do brilho no olho, da vontade do riso.
Da vida sem farsa, sem choro na cama. "

domingo, 7 de novembro de 2010

O problema é a saudade...

O meu problema, meu bem, é a saudade. Eu sei que já estamos cansados de falar de saudade; mas é isso. Não há nada mais para explicar. Eu sinto saudade. E às vezes eu acho que sou só isso. Que toda aquela confusão de sentimentos já acabou; que tudo ficou frio,inerte, limpo, resumido a uma coisa só: saudade. Eu sinto saudades de tudo, sinto saudades de qualquer coisa, sinto saudades do gosto de ser feliz, sinto saudades do que não vivi. Me disseram que isso é um comum, mas é a verdade. E eu continuo me perguntando: como é que alguém pode viver sentindo saudades daquilo que não viveu? Eu não tenho uma resposta. Eu gostaria de ter, gostaria muito de ter, mas não tenho. Só sei que isso é possível porque eu estou aqui. Ou pelo menos acredito que estou. Saudade é algo tão pequeno, tão mesquinho; deve ser por isso o eco em meu pensamento, o eco tão comum de lugares vazios, o eco tão comum na solidão. A saudade é só.





segunda-feira, 27 de setembro de 2010





- Só sei que nós nos amamos muito…
- Porque você está usando o verbo no presente? Você ainda me ama?
- Não, eu falei no passado!
- Curioso né? É a mesma conjugação.
- Que língua doida! Quer dizer que NÓS estamos condenados a amar para sempre?
- E não é o que acontece? Digo, nosso amor nunca acaba, o que acaba são as relações…
- Pensar assim me assusta.
- Por que? Você acha isso ruim?
- É que nessas coisas de amor eu sempre dôo demais…
- Você usou o verbo ‘doer’ ou ‘doar’?
- [Pausa] Pois é, também dá no mesmo…



créditos: Marcela Müller

domingo, 26 de setembro de 2010

Morte

E então mais uma vez aquela dor insuportável veio ao meu encontro. Engraçado o amor não é mesmo? Ele vem e você fica como bobo diante das coisas, tudo é motivo para sorrir , você cria asas bem grandes e é capaz de voar alto, sonhar alto. Mas nem todas as pessoas se importam com isso, ao contrario elas passam sem notar a sua presença, o seu amor. Então você se fecha por inteiro e promete nunca mais oferecer isso a alguém, até que você conhece alguém de verdade, até que percebe que aquilo que um dia sentiu não passa de um desenho mal feito do que é o amor, você ama e é amado. Não existe no mundo sensação que se compare a essa e nem a esse amor... Imensurrável, inexaurível... Você se sente a melhor pessoa do mundo pelo simples fato de alguém te ver assim, você é dourado , fantástico... mas aos poucos o dourado se perde, aos poucos você mostra que por trás de todo o brilho ofuscante existe um ser humano como outro qualquer, sem grandes qualidades e proezas, muitos defeitos. Você é cinza novamente, e é um ser fraco, despreparado, que implora por atenção, por amor. Atenção e amor que mesmo sendo oferecido por inteiro não é o suficiente, você sempre quer mais, você tira tudo o que pode da pessoa, apenas pra suprir suas carências, seus vazios. Você é um verme. E então a pessoa amada já não pode conviver com isso, ela já não tem o que te dar, até porque você não consegue suprir os vazios dela. Você se perde e não tem como ser a melhor pessoa do mundo, você não é capaz de ser nada perto disso. Ocorre então a perda, isso faz cada pedacinho do seu coração doer , doer e doer, como se ele fosse atravessado por lanças, muitas delas. E lentamente você morre. Não há porque sentir pena de si, você apenas se despreza, você sabe que a culpa por tudo ruir é sua. Partir. Talvez essa seja a melhor coisa a se fazer mas não a forças nem vontade de ir assim como não há vontade de viver. Sente, espere, reflita, se lembre de cada uma daquelas palavras aquelas que fazem seu  coração doer mais e mais, se corroa aos poucos. Hora de se fechar novamente, de fingir não se importar, de fingir viver. Ápice da loucura.Desespero.Dor.Sangue.Ainda não é o bastante para enganar a verdadeira dor.
Conheça-me afinal, fuja, proteja-se, mas não se feche ao amor, esse é sem duvidas um caminho sem volta, onde você sofre cada consequência,  aconselho-te por experiência própria. Viva.Encante-se.Ame.Sofra.Ame novamente. Mas viva intensamente, viva por mim que já desisti de viver, viva, seu dourado é forte, você é capaz e nada diminuirá seu brilho. Nunca quebrarei a promessa que te fiz, estarei aqui, olhando por você, torcendo por você, amando você, eternamente. Meu coração é e sempre será seu. Desculpe-me por não cuidar do seu. Desculpe-me por não ser sua menina.Desculpe-me por não ser dourada.Adeus.